Derrota de Jerônimo no radar: Otto fareja 2026 e já monta o “plano B” para o PSD não afundar junto
- Redação FalaAiBahia

- 20 de jan.
- 2 min de leitura

A movimentação de Otto Alencar nas últimas semanas tem uma lógica simples: ele está agindo como quem considera real a possibilidade de derrota de Jerônimo Rodrigues em 2026 e, por isso, reposiciona o PSD para não cair junto. Essa leitura ganhou corpo após a coluna do *Correio* afirmar que o senador “parece sentir cheiro de derrota no ar” e relembrar como ele já se moveu, no passado, quando enxergou mudança de ciclo.
O próprio Otto alimentou o clima ao criticar publicamente a ideia de uma chapa “puro-sangue” do PT e ao sugerir que uma “chapa carniça” pode dar “problema”, recado direto de que a eleição não está ganha e que o PT, sozinho, pode virar alvo fácil.
Quando Otto fareja risco, ele não fica apenas no discurso: ele blinda posição. A coluna lembra que, em 2006, antes de deixar o grupo carlista, Otto teria articulado uma saída “segura” para o Tribunal de Contas dos Municípios. Agora, o mecanismo se repete em versão familiar: Otto Alencar Filho tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia em 23 de dezembro de 2025 um cargo com estabilidade máxima e fora do voto.
E o componente eleitoral do “plano B” está na mesa: Otto já avisou que vai garantir legenda para Ângelo Coronel disputar o Senado mesmo como candidato avulso, ainda que isso complique a costura da base e amplie a disputa interna por espaço na chapa.
Otto, portanto, não está apenas “organizando a base”. Está precificando a possibilidade de queda : se Jerônimo perder, ele quer estar do lado que sobrevive; se Jerônimo ganhar, o PSD chega mais forte e com mais cartas. O mandato de Otto no Senado vai até 2031 mas, no cálculo dele, 2026 é o ano que define quem manda na Bahia.**




















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