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Irecê, minha infelicidade: jovem expõe abandono, obras inacabadas e promessas esquecidas pela Prefeitura

  • Foto do escritor: Redação FalaAiBahia
    Redação FalaAiBahia
  • 21 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

“Irecê, minha felicidade.”

É assim que a cidade segue sendo anunciada em campanhas, slogans e peças de marketing. Mas a pergunta que ecoa nas ruas, e agora nas redes sociais, é outra: felicidade para quem?


O questionamento ganha rosto e voz no vídeo publicado por Vilker, jovem morador de Irecê que decidiu fazer o que o poder público evita: mostrar a cidade real. Sem edição sofisticada, sem discurso ensaiado e longe dos palcos oficiais, ele percorre bairros, obras abandonadas e espaços públicos esquecidos, expondo o contraste entre a propaganda institucional e a vida cotidiana da população.


Logo na abertura, Vilker ironiza o slogan que se repete há anos:


“Irecê, minha felicidade! Hoje nós vamos descobrir que felicidade seria essa.”



Obras milionárias, respostas zero



No primeiro trecho do vídeo, o jovem mostra tubulações abandonadas, restos de uma obra anunciada como investimento milionário e deixada a céu aberto. Segundo ele, materiais avaliados em cerca de R$ 10 milhões teriam sido simplesmente largados, chegando inclusive a pegar fogo.


A pergunta surge de forma simples, mas incômoda:

quem explica esse abandono?

E, principalmente, quem paga essa conta?



Esporte abandonado, discurso inflado



O roteiro segue até o campo da comunidade da Meia Hora, completamente tomado pelo mato e pelo descaso. Em tom ácido, Vilker confronta o discurso oficial que insiste em afirmar que Irecê é “referência no esporte”.


“Referência em quê? Em abandono?”, questiona.


A crítica se aprofunda na Praça da Juventude, no bairro Recanto das Árvores. Um espaço que deveria simbolizar lazer, futuro e políticas públicas para jovens aparece deteriorado, mesmo estando praticamente ao lado da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.


O contraste é inevitável:


“Se aqui, debaixo dos olhos deles, está assim, imagina os bairros mais afastados, os povoados.”



Promessas que não saem do papel



Vilker também relembra a promessa da areninha, anunciada e nunca executada. Para ele, mais um exemplo de um modelo de gestão sustentado por anúncios e não por entregas.


“Tudo mentira. Papo para enganar a população.”


Ao longo do vídeo, o jovem constrói algo maior que uma denúncia pontual. Ele expõe um padrão: obras inacabadas, espaços públicos abandonados, marketing excessivo e ausência de respostas concretas.



Cidade que arrecada, mas não entrega



A provocação final resume o sentimento de parte da população:


“É vergonhoso que uma cidade que arrecada tanto ofereça isso à sua população.”


O vídeo de Vilker não surge isolado. Ele se soma a outras denúncias recentes envolvendo saúde, infraestrutura, meio ambiente, uso de recursos públicos e prioridades da gestão municipal. Não apresenta soluções prontas, mas cumpre um papel essencial: rompe o silêncio confortável do discurso oficial e devolve a narrativa à população.


No fim, fica a pergunta que o marketing não responde:


👉 Se essa é a ‘felicidade’ anunciada, por que tanta gente vive a infelicidade todos os dias em Irecê?

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