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“Antes e depois” no discurso, lama no cotidiano: explicações do prefeito reacendem críticas sobre macrodrenagem em Irecê

  • Foto do escritor: Redação FalaAiBahia
    Redação FalaAiBahia
  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura


Após fortes chuvas, gestão municipal exibe comparativos e fala em avanço, enquanto moradores questionam eficácia das obras e apontam problemas recorrentes em diversos bairros.



Irecê (BA) – As fortes chuvas registradas nos últimos dias em Irecê voltaram a expor um debate que já se tornou recorrente na cidade: a real eficácia do sistema de macrodrenagem implantado pela atual gestão. Em entrevista concedida à imprensa local, o prefeito Murilo Franca apresentou imagens comparativas de “antes e depois” de áreas historicamente afetadas por alagamentos, defendendo que a obra cumpriu seu papel ao evitar grandes acúmulos de água, mesmo diante de um volume elevado de chuvas.


Segundo o prefeito, locais que antes permaneciam meses alagados hoje não apresentam mais retenção de água, o que, na avaliação da gestão, comprovaria a evolução da infraestrutura urbana. Franca também reconheceu que o sistema ainda não está totalmente concluído e afirmou que novos investimentos serão necessários para finalizar a macrodrenagem em toda a cidade.


No entanto, o discurso oficial não encontrou eco unânime entre moradores.



Críticas, ironias e questionamentos nas redes sociais



Logo após a divulgação das imagens e das falas do prefeito, as redes sociais foram tomadas por comentários críticos. Moradores relataram que, apesar da redução de grandes alagamentos em alguns pontos, persistem problemas como lama, sujeira, entupimento de bocas de lobo, acúmulo de lixo e transtornos em bairros periféricos.


“Todo ano a história se repete”, escreveu uma moradora, apontando crescimento urbano desordenado, drenagem insuficiente e ausência de limpeza preventiva como fatores que continuam agravando os impactos das chuvas. Outros comentários foram ainda mais duros, classificando as explicações como “conversa para boi dormir” e questionando o intervalo entre as chuvas e as imagens exibidas como prova de eficiência.


Há também quem reconheça avanços pontuais, mas cobre planejamento mais amplo. “A chuva foi forte, mas cidades se preparam para isso. Não dá para tratar como algo imprevisível”, destacou outro internauta.



Discurso técnico versus realidade percebida



O centro da controvérsia está na diferença entre o que é apresentado tecnicamente pela gestão e o que parte da população vivencia no dia a dia. Enquanto o governo municipal sustenta que a macrodrenagem reduziu significativamente o acúmulo de água, moradores afirmam que os efeitos colaterais permanecem visíveis: lama espalhada pelas ruas, prejuízos materiais e dificuldade de mobilidade após cada período chuvoso.


Especialistas em urbanismo costumam apontar que sistemas de macrodrenagem, isoladamente, não resolvem problemas históricos de enchentes quando não são acompanhados por políticas contínuas de limpeza urbana, controle do uso do solo e manutenção preventiva.



Um debate que segue aberto



A reação popular demonstra que a obra, embora relevante, ainda não alcançou consenso quanto à sua efetividade. Para muitos, o problema não é apenas a água que escoa, mas o conjunto de impactos que continuam surgindo sempre que chove.


Entre comparativos exibidos em telas e relatos vindos das ruas, a macrodrenagem de Irecê segue no centro de um debate que mistura dados técnicos, percepção social e cobrança por soluções mais completas.

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