Murilo aceita ser “laranja” e some: prefeito vira figurante em Irecê
- Redação FalaAiBahia

- há 10 horas
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A política de Irecê ganhou uma imagem-síntese: o prefeito Murilo aparece ao fundo, escondido, sem protagonismo, enquanto outros ocupam o centro da cena como se fossem a autoridade municipal. Para quem já o acusava desde a campanha de ser “prefeito-laranja”, a foto não é detalhe: é confissão visual.
Murilo não está apenas “discreto”. Está apagado. Não lidera, não conduz, não comanda. Aceita ser coadjuvante na própria prefeitura, e isso, para um chefe do Executivo, é mais grave do que qualquer frase.
Prefeito sem comando, prefeitura com dono
O que críticos apontam há meses é que o poder real não está com Murilo. Nos bastidores, a leitura corrente é que ele se esconde atrás de Elmo, que detém influência sobre decisões e cargos centrais. Na prática, Murilo vira fachada administrativa: ocupa o cargo, mas não ocupa o poder.
E quando um prefeito tolera isso, ele manda um recado perverso para a cidade: não existe comando, existe tutela.
A humilhação política: “caneta sem tinta”
A cena capturada é cruel porque parece encenação: um prefeito com postura de quem só cumpre protocolo, sem presença institucional. A metáfora que circula é direta: “caneta sem tinta”. Aparece como prefeito, mas não decide como prefeito. Assina, mas não governa. Posa, mas não lidera.
Isso não é só vaidade política. É gestão. Quando não há liderança clara, a prefeitura vira terreno livre para interesses, disputas internas e decisões sem responsabilidade pública.
Paralelo inevitável: Wagner anuncia porque Jerônimo não lidera
O pano de fundo do evento reforça esse retrato de fraqueza. Em Irecê, Wagner antecipou publicamente o anúncio da chapa majoritária para governador e Senado, contrariando declaração recente de Jerônimo Rodrigues, que havia sinalizado que o tema ainda seria tratado internamente.
A mensagem é simples: quem não lidera, é liderado. Wagner anunciou para não dar margem a protagonismo ao governador. E isso expõe um paralelo incômodo: Jerônimo corre o mesmo risco de Murilo virar governante formal, mas politicamente tutelado, sem controle do próprio enredo e sem capacidade de impor rumo.
Em outras palavras: quando o “comando” está em outro lugar, a autoridade vira cenário.
Triste retrato de Irecê
No meio desse vácuo, Irecê segue pagando a conta: uma gestão percebida como fraca, cercada por desgaste e por um ambiente em que denúncias e suspeitas se multiplicam, corroendo a confiança pública.
No fim, a foto não registra um evento. Registra uma era: Murilo no fundo, Jerônimo enquadrado, e a velha política decidindo tudo, enquanto Irecê fica sem comando.














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